segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Mensagem do Papa Francisco no Dia Mundial da Paz

MENSAGEM DO SANTO PADRE
FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO
50º DIA MUNDIAL DA PAZ 
1° DE JANEIRO DE 2017
A não-violência: estilo de uma política para a paz



1. No início deste novo ano, formulo sinceros votos de paz aos povos e nações do mundo inteiro, aos chefes de Estado e de governo, bem como aos responsáveis das Comunidades Religiosas e das várias expressões da sociedade civil. Almejo paz a todo o homem, mulher, menino e menina, e rezo para que a imagem e semelhança de Deus em cada pessoa nos permitam reconhecer-nos mutuamente como dons sagrados com uma dignidade imensa. Sobretudo nas situações de conflito, respeitemos esta «dignidade mais profunda»[1] e façamos da não-violência ativa o nosso estilo de vida.
Esta é a Mensagem para o 50º Dia Mundial da Paz. Na primeira, o Beato Papa Paulo VI dirigiu-se a todos os povos – e não só aos católicos – com palavras inequívocas: «Finalmente resulta, de forma claríssima, que a paz é a única e verdadeira linha do progresso humano (não as tensões de nacionalismos ambiciosos, nem as conquistas violentas, nem as repressões geradoras duma falsa ordem civil)». Advertia contra o «perigo de crer que as controvérsias internacionais não se possam resolver pelas vias da razão, isto é, das negociações baseadas no direito, na justiça, na equidade, mas apenas pelas vias dissuasivas e devastadoras». Ao contrário, citando a Pacem in terris do seu antecessor São João XXIII, exaltava «o sentido e o amor da paz baseada na verdade, na justiça, na liberdade, no amor».[2] É impressionante a atualidade destas palavras, não menos importantes e prementes hoje do que há cinquenta anos.
Nesta ocasião, desejo deter-me na não-violência como estilo duma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais. Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. Quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não-violentos de construção da paz. Desde o nível local e diário até ao nível da ordem mundial, possa a não-violência tornar-se o estilo caraterístico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas.
Um mundo dilacerado
2. Enquanto o século passado foi arrasado por duas guerras mundiais devastadoras, conheceu a ameaça da guerra nuclear e um grande número de outros conflitos, hoje, infelizmente, encontramo-nos a braços com uma terrível guerra mundial aos pedaços. Não é fácil saber se o mundo de hoje seja mais ou menos violento que o de ontem, nem se os meios modernos de comunicação e a mobilidade que carateriza a nossa época nos tornem mais conscientes da violência ou mais rendidos a ela.
Seja como for, esta violência que se exerce «aos pedaços», de maneiras diferentes e a variados níveis, provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano; a devastação ambiental. E para quê? Porventura a violência permite alcançar objetivos de valor duradouro? Tudo aquilo que obtém não é, antes, desencadear represálias e espirais de conflitos letais que beneficiam apenas a poucos «senhores da guerra»?
A violência não é o remédio para o nosso mundo dilacerado. Responder à violência com a violência leva, na melhor das hipóteses, a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos, porque grandes quantidades de recursos são destinadas a fins militares e subtraídas às exigências do dia-a-dia dos jovens, das famílias em dificuldade, dos idosos, dos doentes, da grande maioria dos habitantes da terra. No pior dos casos, pode levar à morte física e espiritual de muitos, se não mesmo de todos.
A Boa Nova
3. O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: «Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos» (Marcos 7, 21). Mas, perante esta realidade, a resposta que oferece a mensagem de Cristo é radicalmente positiva: Ele pregou incansavelmente o amor incondicional de Deus, que acolhe e perdoa, e ensinou os seus discípulos a amar os inimigos (cf. Mateus 5, 44) e a oferecer a outra face (cf. Mateus 5, 39). Quando impediu, aqueles que acusavam a adúltera, de a lapidar (cf. João 8, 1-11) e na noite antes de morrer, quando disse a Pedro para repor a espada na bainha (cf. Mateus 26, 52), Jesus traçou o caminho da não-violência que Ele percorreu até ao fim, até à cruz, tendo assim estabelecido a paz e destruído a hostilidade (cf. Efésios 2, 14-16). Por isso, quem acolhe a Boa Nova de Jesus, sabe reconhecer a violência que carrega dentro de si e deixa-se curar pela misericórdia de Deus, tornando-se assim, por sua vez, instrumento de reconciliação, como exortava São Francisco de Assis: «A paz que anunciais com os lábios, conservai-a ainda mais abundante nos vossos corações».[3]
Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência. Esta, como afirmou o meu predecessor Bento XVI, «é realista pois considera que no mundo existe demasiada violência, demasiada injustiça e, portanto, não se pode superar esta situação, exceto se lhe contrapuser algo mais de amor, algo mais de bondade. Este “algo mais” vem de Deus».[4]E acrescentava sem hesitação: «a não-violência para os cristãos não é um mero comportamento tático, mas um modo de ser da pessoa, uma atitude de quem está tão convicto do amor de Deus e do seu poder que não tem medo de enfrentar o mal somente com as armas do amor e da verdade. O amor ao inimigo constitui o núcleo da “revolução cristã”».[5] A página evangélica – amai os vossos inimigos (cf. Lucas 6, 27) – é, justamente, considerada «a magna carta da não-violência cristã»: esta não consiste «em render-se ao mal (...), mas em responder ao mal com o bem (cf. Romanos 12, 17-21), quebrando dessa forma a corrente da injustiça».[6]
Mais poderosa que a violência
4. Por vezes, entende-se a não-violência como rendição, negligência e passividade, mas, na realidade, não é isso. Quando a Madre Teresa recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1979, declarou claramente qual era a sua ideia de não-violência ativa: «Na nossa família, não temos necessidade de bombas e de armas, não precisamos de destruir para edificar a paz, mas apenas de estar juntos, de nos amarmos uns aos outros (...). E poderemos superar todo o mal que há no mundo».[7] Com efeito, a força das armas é enganadora. «Enquanto os traficantes de armas fazem o seu trabalho, há pobres pacificadores que, só para ajudar uma pessoa, outra e outra, dão a vida»; para estes obreiros da paz, a Madre Teresa é «um símbolo, um ícone dos nossos tempos».[8] No passado mês de setembro, tive a grande alegria de a proclamar Santa. Elogiei a sua disponibilidade para com todos «através do acolhimento e da defesa da vida humana, a dos nascituros e a dos abandonados e descartados. (...) Inclinou-se sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera; fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes – diante dos crimes! – da pobreza criada por eles mesmos».[9] Como resposta, a sua missão – e nisto representa milhares, antes, milhões de pessoas – é ir ao encontro das vítimas com generosidade e dedicação, tocando e vendando cada corpo ferido, curando cada vida dilacerada.
A não-violência, praticada com decisão e coerência, produziu resultados impressionantes. Os sucessos alcançados por Mahatma Gandhi e Khan Abdul Ghaffar Khan, na libertação da Índia, e por Martin Luther King Jr contra a discriminação racial nunca serão esquecidos. As mulheres, em particular, são muitas vezes líderes de não-violência, como, por exemplo, Leymah Gbowee e milhares de mulheres liberianas, que organizaram encontros de oração e protesto não-violento (pray-ins), obtendo negociações de alto nível para a conclusão da segunda guerra civil na Libéria.
E não podemos esquecer também aquela década epocal que terminou com a queda dos regimes comunistas na Europa. As comunidades cristãs deram a sua contribuição através da oração insistente e a ação corajosa. Especial influência exerceu São João Paulo II, com o seu ministério e magistério. Refletindo sobre os acontecimentos de 1989, na Encíclica Centesimus annus (1991), o meu predecessor fazia ressaltar como uma mudança epocal na vida dos povos, nações e Estados se realizara «através de uma luta pacífica que lançou mão apenas das armas da verdade e da justiça».[10] Este percurso de transição política para a paz foi possível, em parte, «pelo empenho não-violento de homens que sempre se recusaram a ceder ao poder da força e, ao mesmo tempo, souberam encontrar aqui e ali formas eficazes para dar testemunho da verdade». E concluía: «Que os seres humanos aprendam a lutar pela justiça sem violência, renunciando tanto à luta de classes nas controvérsias internas, como à guerra nas internacionais».[11]
A Igreja comprometeu-se na implementação de estratégias não-violentas para promover a paz em muitos países solicitando, inclusive aos intervenientes mais violentos, esforços para construir uma paz justa e duradoura.
Este compromisso a favor das vítimas da injustiça e da violência não é um património exclusivo da Igreja Católica, mas pertence a muitas tradições religiosas, para quem «a compaixão e a não-violência são essenciais e indicam o caminho da vida».[12] Reitero-o aqui sem hesitação: «nenhuma religião é terrorista».[13] A violência é uma profanação do nome de Deus.[14] Nunca nos cansemos de repetir: «jamais o nome de Deus pode justificar a violência. Só a paz é santa. Só a paz é santa, não a guerra».[15]
A raiz doméstica duma política não-violenta
5. Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não-violência dentro da família. É uma componente daquela alegria do amor que apresentei na Exortação Apostólica Amoris laetitia, em março passado, concluindo dois anos de reflexão por parte da Igreja sobre o matrimónio e a família. Esta constitui o cadinho indispensável no qual cônjuges, pais e filhos, irmãos e irmãs aprendem a comunicar e a cuidar uns dos outros desinteressadamente e onde os atritos, ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão.[16] A partir da família, a alegria do amor propaga-se pelo mundo, irradiando para toda a sociedade.[17] Aliás, uma ética de fraternidade e coexistência pacífica entre as pessoas e entre os povos não se pode basear na lógica do medo, da violência e do fechamento, mas na responsabilidade, no respeito e no diálogo sincero. Neste sentido, lanço um apelo a favor do desarmamento, bem como da proibição e abolição das armas nucleares: a dissuasão nuclear e a ameaça duma segura destruição recíproca não podem fundamentar este tipo de ética.[18] Com igual urgência, suplico que cessem a violência doméstica e os abusos sobre mulheres e crianças.
O Jubileu da Misericórdia, que terminou em novembro passado, foi um convite a olhar para as profundezas do nosso coração e a deixar entrar nele a misericórdia de Deus. O ano jubilar fez-nos tomar consciência de como são numerosos e variados os indivíduos e os grupos sociais que são tratados com indiferença, que são vítimas de injustiça e sofrem violência. Fazem parte da nossa «família», são nossos irmãos e irmãs. Por isso, as políticas de não-violência devem começar dentro das paredes de casa para, depois, se difundir por toda a família humana. «O exemplo de Santa Teresa de Lisieux convida-nos a pôr em prática o pequeno caminho do amor, a não perder a oportunidade duma palavra gentil, dum sorriso, de qualquer pequeno gesto que semeie paz e amizade. Uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo».[19]
O meu convite
6. A construção da paz por meio da não-violência ativa é um elemento necessário e coerente com os esforços contínuos da Igreja para limitar o uso da força através das normas morais, mediante a sua participação nos trabalhos das instituições internacionais e graças à competente contribuição de muitos cristãos para a elaboração da legislação a todos os níveis. O próprio Jesus nos oferece um «manual» desta estratégia de construção da paz no chamado Sermão da Montanha. As oito Bem-aventuranças (cf. Mateus 5, 3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica. Felizes os mansos – diz Jesus –, os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça.
Este é um programa e um desafio também para os líderes políticos e religiosos, para os responsáveis das instituições internacionais e os dirigentes das empresas e dos meios de comunicação social de todo o mundo: aplicar as Bem-aventuranças na forma como exercem as suas responsabilidades. É um desafio a construir a sociedade, a comunidade ou a empresa de que são responsáveis com o estilo dos obreiros da paz; a dar provas de misericórdia, recusando-se a descartar as pessoas, danificar o meio ambiente e querer vencer a todo o custo. Isto requer a disponibilidade para «suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de ligação de um novo processo».[20] Agir desta forma significa escolher a solidariedade como estilo para fazer a história e construir a amizade social. A não-violência ativa é uma forma de mostrar que a unidade é, verdadeiramente, mais forte e fecunda do que o conflito. No mundo, tudo está intimamente ligado.[21] Claro, é possível que as diferenças gerem atritos: enfrentemo-los de forma construtiva e não-violenta, de modo que «as tensões e os opostos [possam] alcançar uma unidade multifacetada que gera nova vida», conservando «as preciosas potencialidades das polaridades em contraste».[22]
Asseguro que a Igreja Católica acompanhará toda a tentativa de construir a paz inclusive através da não-violência ativa e criativa. No dia 1 de janeiro de 2017, nasce o novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que ajudará a Igreja a promover, de modo cada vez mais eficaz, «os bens incomensuráveis da justiça, da paz e da salvaguarda da criação» e da solicitude pelos migrantes, «os necessitados, os doentes e os excluídos, os marginalizados e as vítimas dos conflitos armados e das catástrofes naturais, os reclusos, os desempregados e as vítimas de toda e qualquer forma de escravidão e de tortura».[23] Toda a ação nesta linha, ainda que modesta, contribui para construir um mundo livre da violência, o primeiro passo para a justiça e a paz.
Em conclusão
7. Como é tradição, assino esta Mensagem no dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Nossa Senhora é a Rainha da Paz. No nascimento do seu Filho, os anjos glorificavam a Deus e almejavam paz na terra aos homens e mulheres de boa vontade (cf. Lucas 2, 14). Peçamos à Virgem Maria que nos sirva de guia.
«Todos desejamos a paz; muitas pessoas a constroem todos os dias com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a dificuldade de tantas tentativas para a construir».[24]No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornar-nos pessoas que baniram dos seus corações, palavras e gestos a violência, e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. «Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz».[25]
Vaticano, 8 de dezembro de 2016.

Francisco


[1] Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 228.
[2] Mensagem para a celebração do 1º Dia Mundial da Paz, 1° de janeiro de 1968.
[3] «Legenda dos três companheiros»: Fontes Franciscanas, n. 1469.
[4] Angelus, 18 de fevereiro de 2007.
[7] Discurso por ocasião da entrega do Prémio Nobel, 11 de dezembro de 1979.
[8] Francisco, Meditação «O caminho da paz», Capela da Domus Sanctae Marthae, 19 de novembro de 2015.
[9] Homilia na canonização da Beata Madre Teresa de Calcutá, 4 de setembro de 2016.
[10] N. 23
[11] Ibidem.
[12] Francisco, Discurso na Audiência inter-religiosa, 3 de novembro de 2016.
[13] Idem, Discurso no III Encontro Mundial dos Movimentos Populares, 5 de novembro de 2016.
[14] Cf. Idem, Discurso no Encontro com o Xeque dos Muçulmanos do Cáucaso e com Representantes das outras Comunidades Religiosas, Baku, 2 de outubro de 2016.
[15] Idem, Discurso em Assis, 20 de setembro de 2016.
[16] Cf. Exort. ap. pós-sinodal Amoris laetitia, 90-130.
[17] Cf. ibid., 133.194.234.
[18] Cf. Francisco, Mensagem à Conferência sobre o impacto humanitário das armas nucleares, 7 de dezembro de 2014.
[19] Idem, Carta enc. Laudato si’, 230.
[20] Idem, Exort. ap. Evangelii gaudium, 227.
[21] Cf. Idem, Carta enc. Laudato si’, 16.117.138.
[22] Idem, Exort. ap. Evangelii gaudium, 228.
[24] Francisco, Regina Caeli, Belém, 25 de maio de 2014.
[25] Apelo, Assis, 20 de setembro de 2016.



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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Bodas de Prata do Padre Carlos Godinho

Na próxima quinta feira comemoram-se 25 anos após a Missa Nova do Padre Carlos Godinho na sua igreja de Nossa Senhora da Graça em Águas Belas.
Atualmente nas paróquias do Luso e Pampilhosa, a sua família, Paróquia e Unidade Pastoral vão assinalar esta importante data no dia 29 de dezembro às 19h30 com uma Eucaristia seguido de um convívio no salão da paróquia.
Convida-se a população a participar e a levar algo para o jantar partilhado.
Parabéns.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Mensagem de Natal do Padre Pedro Manuel Luís

Venite adoremus Dominum
(Vinde adoremos o Senhor)

            Estimados paroquianos de Água Belas, Igreja Nova, Pias e Ferreira do Zêzere, somos todos convidados a adorar o Senhor, que se fez Menino para se tornar mais próximo de nós.
Foi na noite de Natal que anjos e pastores, ao entrarem num pequeno estábulo de Belém, encontraram «Maria, José e o Menino deitado numa manjedoura e envolto em panos… Glorificavam e louvavam a Deus… Maria conservava tudo no seu coração… Os anjos cantavam glória a Deus e paz na Terra aos Homens» LC. 2, 15-20.
Deixemo-nos, também nós, neste Natal, maravilhar com a sua imagem no presépio e em cada pessoa dos mais pobres e dos que mais sofrem. A nossa atitude perante este mistério de presença, iconoclasta e física, tem de ser a mesma dos anjos, dos pastores, de Maria e José. Uma atitude de louvor, de gratidão e de contemplação. Tal como Maria no Magnificat, digamos: “A minha Alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque olhou para a humildade da sua serva...” Lc. 1, 46 ss
A Igreja prevê que se participe em três missas de Natal. Eu, como pároco, convido-vos a participar pelo menos em duas: a do galo na igreja de Ferreira do Zêzere, que marca a hora do nascimento de Jesus e a do dia de Natal, que celebra o dia do nascimento. Não fiquemos pela rotina de ir à missa cumprir o preceito, participemos destas celebrações numa atitude de amor e estima para com este Menino, que veio ao mundo por causa de ti e de mim, para nos fazer felizes e nos dar a vida eterna. Aos que não podem vir às igrejas, exorto a que acolham no vosso coração as graças e as bênçãos que o mesmo Menino vos dará, como Ele prometeu quando disse: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles”.
Vivamos juntos estes dias celebrando o nascimento do Menino Jesus.

Abraço de amizade para todos com a minha bênção sacerdotal.


P. Pedro Luís


sábado, 17 de dezembro de 2016

4º Domingo do Advento

COLABORAÇÃO

Palavra Bíblica
Isaías (Is 7,10-14)–“O Senhor vos dará um sinal: a virgem conceberá e dará à luz um filho, e o Seu nome será Emanuel”;
S. Paulocf(Rom1,1-7)-Jesus Cristo, nascido da descendência de David segundo a carne, é o Filho de Deus;
S. Mateus (Mt 1, 18-24)-“Apareceu [a José] num sonho o Anjo do Senhor que lhe disse: José filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu por-lhe-ás, o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados”.

Breve comentário
José é a figura marcante da passagem deste Evangelho. Entrega-se a Deus para colaborar com tudo o que lhe é possível na História da Salvação,oferecendo-se tal como é. José é para nós convite a colocarmo-nos permanentemente ao serviço de Deus com tudo o que temos e somos, de forma a deixá-l’O contar connosco na concretização do Seu plano salvador.

Oração
Deixar-Vos-ei agir, Senhor. Que a minha vida se enriqueça ouvindo a Vossa Palavra. Quando agis, devo calar-me e escutar…quando Vós estais presente, o homem deve calar-se, abandonar as suas preocupações, vencer todas as hesitações. Deixar-Vos-ei falar, Senhor, demoradamente, do modo e no momento que desejardes.

Compromisso
·   Dispor-se a visitar, individualmente ou em grupo, pessoas que vivam sozinhas, partilhando com elas a alegria que nos anima (cantar uma canção, recitar um poema, oferecer um miminho…);

·        Participar com a família na Eucaristia de dia de Natal;


sábado, 10 de dezembro de 2016

3º Domingo do Advento

ALEGRIA

Palavra Bíblica
Isaías (Is 35,1-6a.10)–“Voltarão os que o Senhor libertar, hão de chegar a Sião com brados de alegria. Reinarão o prazer e o contentamento e acabarão a dor e os gemidos”;
S. Tiago(Tg 5,7-10)-“Esperai com paciência a vinda do Senhor (…), fortalecei os vossos corações (…), não vos queixeis uns dos outros (…), tomai como modelos de sofrimento e de paciência os profetas”;
S. Mateus (Mt 11,2-11)-“Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa Nova é anunciada aos pobres”.

Breve comentário
Jesus realiza com as Suas Palavras, gestos e atitudes a Salvação de Deus, levando a alegria e o júbilo a todos os corações e especialmente aos mais pobres e infelizes da terra já que, com Ele e por Ele, os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa Nova é anunciada aos pobres.

Oração
Senhor, eu ouço a Vossa Palavra convidando-me à conversão e alegro-me com ela porque sei que nasce da fonte do Vosso amor misericordioso.
Quero acolher este convite com todo o meu coração, com toda a minha alma, com todo o meu entendimento, com todas as minhas forças, e fazê-lo frutificar na vivência concreta do meu dia-a-dia.

Compromisso

·        Procurar ao longo desta semana ser compreensivo e paciente com os familiares e colegas;


sábado, 3 de dezembro de 2016

2º Domingo do Advento

CONVERSÃO

Palavra Bíblica
Isaías (Is 11,1-10)–“O lobo viverá com o cordeiro; a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro eo leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir”
S. Paulo (Rom 15,4-9)- “Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu”;
S. Mateus (Mt 3,1-12)-“Praticai ações que se conformem ao arrependimento que manifestais”.

Breve comentário
O convite insistente de João Batista à conversão atira-nos para Jesus e requer de nós,no dia-a-dia deste tempo favorável do Advento, frutos de vida e de amor.

Oração
Senhor Jesus, Vós que iniciastes o Vosso ministério na terra proclamando “Convertei-vos e acreditai no Evangelho”, olhai-nos com a ternura do amor de Deus e pela força da Vossa graça transformai a nossa mente e orientai para Vós a nossa vontade dando-nos a alegria da conversão. Fazei da Vossa Igreja, da qual somos pedras vivas pelo sacramento do Batismo, uma comunidade verdadeiramente convertida a trabalhar com entusiasmo e perseverança ao serviço da conversão da humanidade.

Compromisso
·        Viver em harmonia uns com os outros e banir dos nossos convívios a violência, a agressividade ea discriminação. Criar em nós atitudes de responsabilidade pela justiça social;

·        Preparar e celebrar o Sacramento da Reconciliação, com confissão individual;


domingo, 27 de novembro de 2016

sábado, 26 de novembro de 2016

1º Domingo do Advento

Palavra-chave
ATENÇÃO

Palavra Bíblica
Isaías (Is 2,1-5)–“Vinde subamos ao Monte do Senhor”
S. Paulo (Rom 13,11-14)-Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo”
S. Mateus (Mt 24,37-44)–“Estai preparados (…) Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o Senhor”

Breve comentário
O Senhor vem até nós. Não sabemos como nem quando. O encontro com Ele enche-nos de alegria e convida-nos à paz. Devemos ter atenção e vigiar.

Oração
Senhor Jesus, queremos acolher-Vos no presépio do nosso coração e viver com alegria e entusiamo a pobreza e a humildade da Vossa doação.
Derramai sobre nós o Vosso Espírito. Que seja Ele a manter-nos vigilantes e atentos ao Vosso projeto de salvação; que seja Ele a derramar nos nossos corações a paz que vem do Vosso Amorpara com audácia vencermos os obstáculos que se vão opondo à construção de um mundo mais justo e mais fraterno.

Compromisso

·        Tomar atenção ao ambiente que nos rodeia e agir no sentido de uma maior fraternidade. 


Advento

A preparação para o nascimento de Jesus começa este fim de semana. Na Unidade Pastoral de Águas Belas, Ferreira do Zêzere, Igreja Nova do Sobral e Pias o centro será a PALAVRA.
A Palavra de Deus proclamada na liturgia de cada um dos quatro domingos do Advento e plena de apelos a sentimentos, gestos e atitudes a assumir pelos catequizandos, pelos catequistas e pelas famílias. Para além do apelo à ATENÇÃO (1.º domingo), apela-se à CONVERSÃO (2.º domingo), à ALEGRIA (3.º domingo) e à disponibilidade e COLABORAÇÃO (4.º domingo).



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

HOMILIA DA SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO ENCERRAMENTO DO ANO SANTO DA MISERICÓRDIA SÉ NOVA DE COIMBRA

HOMILIA DA SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO
ENCERRAMENTO DO ANO SANTO DA MISERICÓRDIA
SÉ NOVA DE COIMBRA - 2016-11-19



Caríssimos irmãos e irmãs!
Celebramos, hoje, a nível diocesano, a nossa ação de graças a Deus, no encerramento do Ano Santo da Misericórdia. Há muito tempo que não tínhamos um Ano Jubilar com tanto impacto na vida e na ação da Igreja, que tocasse tanto a fé de cada um de nós e que nos propusesse tantos desafios para o nosso modo de ser e de estar no mundo como comunidades cristãs.
Este Ano Jubilar levou-nos a conhecer em maior profundidade quem é, como é e como nos trata o Deus em quem acreditamos; ofereceu-nos perspetivas bem enraizadas na revelação bíblica e na Tradição da Igreja para compreendermos quem somos, como havemos de agir e como havemos de tratar os outros para sermos fiéis à nossa condição de criaturas, de filhos de Deus e de membros da sua Igreja.
Quem entrou pela Porta da Misericórdia e se deixou vencer por fora e por dentro pelo olhar misericordioso de Jesus, o rosto da misericórdia do Pai, deu um passo significativo na fé, assumiu um novo modo de estar com Deus e de estar com os irmãos. Quem conheceu pessoalmente a força do amor de Deus, sentiu a grandeza do seu perdão e se viu morto a voltar à vida, entrou num novo estádio do seu interminável percurso de crente.
O encontro pessoal com Cristo, como porta da fé, tornou-se possível e real para muitos, ajudou a ultrapassar as barreiras do ativismo, do ritualismo, do legalismo, do tradicionalismo, da rotina religiosa e cultural, para os fazer sentir a amizade, o amor, a misericórdia, a presença comovente em todos os momentos da existência.
O Ano Santo da Misericórdia constituiu para a Igreja o culminar de uma viragem epocal, uma mudança de perspetiva e de atitude, que afetou extraordinariamente os estilos homiléticos e catequéticos, os métodos e motivações da evangelização, os dinamismos da ação pastoral, o modo de nos organizarmos como comunidades cristãs, a nossa relação de cristãos dentro das fronteiras da Igreja e a nossa relação com o mundo dos não crentes e dos que não se sentem Igreja. Vislumbrámos igualmente um novo tipo de relação com as franjas ou as periferias da sociedade, com os pobres, com os moralmente débeis, com os migrantes e refugiados, com os excluídos, com todos aqueles que são os prediletos de Deus.
Enquanto Igreja estabelecida e instalada, com um grande peso institucional, por vezes muito centrada em si mesma, sentimo-nos tremendamente sacudidos pelo sopro do Espírito Santo, que nos quer reconduziu às fontes da salvação, centrando-nos, por um lado, em Deus rico de misericórdia e, por outro, na humanidade, que anseia pelas águas da vida.
Jesus Cristo, a Porta da Misericórdia permanecerá sempre aberta diante de nós, como acesso franco ao Pai. Resta-nos trabalhar confiadamente e movidos pela fé para que as portas da Igreja, das comunidades, das famílias e de nós mesmos se abram também para que todos sem distinção possam entrar e sentir-se felizes e salvos nos braços do Pai das Misericórdias. Esse será o nosso método, o nosso plano e o nosso objetivo, como novo desafio do Ano Jubilar.
“Os chefes dos judeus zombavam de Jesus, dizendo: «Salvou os outros, salve-se a si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito»”. É, de facto, difícil entender o Messias, o Eleito de Deus, totalmente voltado para os outros, disponível para dar a vida pela salvação dos outros, esquecendo-se a si mesmo. Este é, no entanto, o sinal maior da sua realeza, da sua condição messiânica e da sua obediência plena à vontade do Pai.
O modo de ser de Jesus, cheio de amor e de misericórdia, que é rei na fidelidade, e na entrega do seu Corpo e sangue pela salvação dos outros, desconcerta-nos e deixa o mundo sem palavras. A cruz é o seu trono de glória e a morte por amor é a sua coroa. Nada para si e tudo para os outros, por Ele foram reconciliadas com Deus todas as coisas, pelo sangue da sua cruz estabeleceu a paz entre Deus e todas as suas criaturas.
Pela boca dos chefes dos judeus foi proclamada a verdade mais autêntica acerca de Jesus: Aquele que salvou os outros pelo sacrifício da cruz, Aquele que não está centrado em si mesmo e que, por isso, está disposto a perder a vida. Ainda hoje a voz dos insensatos deste mundo, a voz dos interesses individuais, a voz dos que a todo o custo querem ser os senhores de tudo e de todos continua a zombar dos que assumem na vida a missão de dar a vida em favor dos outros. Continua a zombar-se dos que procuram ser fiéis ao amor matrimonial até ao sacrifício de si mesmos, dos que defendem a vida indefesa dos ainda não nascidos, dos que acolhem as crianças maltratadas e a viver sem condições dignas, dos que se ocupam dos idosos e doentes entregues à solidão ou arrumados como coisas descartáveis; continua a zombar-se dos que livremente renunciam a muitos dos seus direitos para que não falte o necessário a muitos outros...
Jesus, sendo de condição divina, assumiu a condição de servo e abriu à humanidade o único caminho, salvou os outros, não quis salvar-se a si mesmo.
No seguimento de Jesus, a Igreja encontra a via para a sua contínua purificação e renovação. Também ela não vive para si mesma, não tem como objetivo salvar-se a si mesma, mas salvar o mundo, salvar os outros, pois é sacramento universal da salvação.
O Ano Santo da Misericórdia renova à Igreja em todas as suas instituições, comunidades e pessoas, este grande apelo: salva os outros, não procures salvar-te a ti mesma, pois foste chamada para servir e dar a vida com Cristo, a fim de que todos estejam com Ele no já da história presente e, no futuro, se encontrem com Ele no Paraíso.
Sonhemos, caríssimos irmãos, comunidades cristãs, uma diocese, paróquias, onde se sintam relações humanas calorosas, que privilegiam o amor aos mais pobres, aos doentes, aos desempregados, aos idosos, às crianças, às famílias em dificuldade, às ovelhas perdidas, aos que sofrem o peso da vida. Sonhemos paróquias evangelizadoras, disponíveis para sair do seu conforto e das suas seguranças para ir ao encontro de todos os que são débeis na sua fé, os que não conhecem o dom e Deus que habita nos seus corações sedentos de esperança. Sonhemos uma Igreja serva e pobre em que a única riqueza é o Evangelho de Jesus Cristo, que se oferece como companheiro de viagem, como consolador, como água que sacia e como luz que alumia as noite escuras. Sonhemos uma Igreja em que a ação pastoral é serviço aos homens, contextualizado no lugar e no tempo em que nos é dado viver.
Se Cristo, o rosto da misericórdia do Pai se esqueceu de si mesmo para salvar os outros, a Igreja, seu corpo, só pode ter como caminho, esquecer-se de si mesma para ser rosto atual da misericórdia do Pai, sinal sacramental da única salvação. Grande conversão havemos de operar nos nossos procedimentos pessoais e comunitários, evangelizadores e catequéticos, pastorais e caritativos, administrativos e programáticos, para que se revele ao mundo a verdadeira Igreja de Cristo, o rosto do Pai das misericórdias.
Neste dia de ação de graças pelo Ano Santo da Misericórdia, quero deixar uma última palavra às famílias, esse grande lugar em que se revela a todos os seus membros o que significa o amor e a misericórdia de Deus para com todos os seus filhos.
Na Exortação Apostólica, A Alegria do Amor, o papa Francisco recorda-nos as linhas fundamentais do desígnio divino sobre a família humana e cristã, aponta-nos as suas grandezas e ajuda-nos a conhecer as suas debilidades caraterísticas do nosso tempo. Exorta-nos a um anúncio alegre e feliz da boa nova sobre a família e convida-nos a olhar para as famílias feridas, não como juízes implacáveis, mas como irmãos inflamados por sentimentos de misericórdia, de braços abertos para acolher e curar.
O Ano Jubilar da Misericórdia deveria constituir um momento decisivo no que diz respeito à ação pastoral dirigida às famílias. Não tem mais sentido continuarmos a exaltar o valor e o lugar da família na sociedade e na Igreja quando continuamos com uma pastoral familiar tão pouco incisiva. No sentido do que vem sendo o plano do Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar, tomemos a decisão de estender a todas as comunidades paroquiais ou unidades pastorais uma verdadeira e específica pastoral familiar. Peço insistentemente que construamos um sinal visível do amor misericordioso de Deus e da Igreja para com as famílias, criando em todas as comunidades paroquiais ou unidades pastorais um serviço de pastoral familiar com os seguintes objetivos:
manter vivo e conhecido o ensino do Evangelho acerca da família; ajudar a uma consciente e responsável preparação para o matrimónio; aprofundar a espiritualidade dos esposos e da família; auxiliar os pais na educação da fé dos seus filhos; acompanhar as famílias feridas nas suas relações, no seu sofrimento e no seu luto; contribuir para uma melhor integração na Igreja das famílias em situações chamadas “irregulares”.
Louvamos o Senhor pelos dons que nos concedeu no ano da Misericórdia e pedimos-Lhe que nos acompanhe sempre com a força do seu Espírito para que não deixemos passar em vão este tempo de graça.
Que Nossa Senhora, a Mãe de Misericórdia, continue a caminhar connosco, Igreja Diocesana de Coimbra, para que nos renovemos na fidelidade a Cristo Rei e Senhor do Universo.
Coimbra, 20 de novembro de 2016
Virgílio do Nascimento Antunes
Bispo de Coimbra

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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Acólitos em Coimbra

Realizou-se no passado domingo a peregrinação Jubilar do Arciprestado de Chão de Couce à sede da nossa Diocese em Coimbra. O programa constou:
A celebração penitencial na Igreja de Stª Cruz; uma procissão para a Sé Velha, com uma celebração Mariana; a procissão até à Sé Nova, com a entrada na Porta Santa e Eucaristia na Catedral presidida pelo Sr. Bispo.
Os Acólitos desta Eucaristia foram os da nossa Unidade Pastoral.
Muitos parabéns aos jovens e à Coordenadora Anabela Godinho.


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

São Miguel reuniu todos os Santos de Ferreira do Zêzere c/ vídeo

Um dos pontos altos da Festa de S. Miguel de Ferreira do Zêzere foi a Eucaristia e a Prossião. Este ano estiveram presentes todos os Santos das Capelas da freguesia de Ferreira do Zêzere.

S. Pedro de Castro, Santo António de Ferreira, Nossa Senhora da Paz do Chão da Serra, São João da Pombeira, a Bandeira com o S. Silvestre da Portinha, Santa Rosa do Cardal, para além de NS de Fátima. S. José, Sagrado Coração de Jesus e São Miguel.
No final da procissão todos passaram pela Porta Santa.
As cerimónias foram presididas pelo Padre Pedro Luís.
Parabéns à Paróquia pela união.




















sábado, 1 de outubro de 2016

Porta Santa de Ferreira do Zêzere

Na Unidade Pastoral de Águas Belas, Ferreira do Zêzere, Igreja Nova do Sobral e Pias há uma novidade no início de cada festa do padroeiro. O Padre Pedro Manuel Luís abre a Porta Santa neste ano da Misericórdia, com cerimónia própria, seguida de vigília, Eucaristia ou procissão de velas.

Esta é a Porta Santa de Ferreira do Zêzere.